segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Encouraçado Potemkim







O filme O Encouraçado Potemkim  conta a história real do motim dos marinheiros russos em 1905 e que foi filmado em 1926, em preto e branco, mudo, com patrocínio do governo soviético, mas nada impediu que em 1958, ele recebesse da Academia Americana de Artes o titulo de melhor filme do mundo. Ele também foi considerado em Bruxelas, na Bélgica, o melhor filme de todos os tempos por sua contribuição à técnica, montagem e à própria linguagem cinematográfica.
Dirigido pelo lendário Serguei Eisenstein, o filme tem a fotografia assinada pelo detalhista Edward Tisse e reúne no seu elenco Alexander Antonov, Grigori Alexandrov e Boris Barski, para narrar uma história humana, comovente e que acabou resultando na deflagração da revolução que resultou na queda dos czares e na implantação do comunismo na Rússia.
O filme é uma narrativa poderosa e epopeica dos marinheiros russos, escapando até mesmo ao cunho ideológico e da mera propaganda política do regime soviético, porque a arte também implica em transcendência e de certa forma prevaleceram as suas inovações estéticas. Neste caso obra de arte se sobrepõe acima de episódios históricos e de suas interpretações  ideologicas.
O Encouraçado Potemkim se impõe por sua linguagem associada a uma montagem inovadora, bem como pelos movimentos de câmara nunca antes realizados, pela da narrativa visual riquíssima e planos de detalhes. Vale lembrar a sequência da carne podre e bichada servida aos marujos da tripulação e  a antológica cena da escadaria de Odessa, que foi copiada  e reproduzida em outros filmes.
O enredo tem como referência uma rebelião dos marinheiros de um dos  navios da frota do Czar contra a tirania de seus comandantes e assim assumem o controle do Potemkin. A população de Odessa também apóia a revolta dos marujos, que acaba esmagada com violência pelas forças repressoras do regime czarista criando as bases do movimento que culminou com a revolução de 1917.
Em “O Encouraçado Potemkin”, a ideologia do realizador está presente em cada fotograma. Contudo, o filme não se revela na forma de um panfleto sectário de propaganda ideológica a serviço do comunismo, e sim como retrato da intolerância e do abuso do poder de qualquer origem ou período histórico. E assim o filme sobreviveu e se impôs na história do cinema. (Kleber Torres - do livro Princípio das Idéias)

Ficha técnica :
Título: O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potyomkin)
Direção: Sergei M.Eisenstein
. Roteiro: Sergei M. Eisenstein e Nina Agadzhanova Shutko. Elenco: I. Bobrov, Beatrice Vitoldi, Carriage N. Poltavseva, Julia Eisenstein
Ano : 1925

Duração: 112 minutos

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cotton Club






Francis Ford Copolla, que dirigiu a trilogia do Poderoso Chefão e Apocalipse Now, nos transporta  em Cotton Club a uma reprise dos anos 20 em Nova York, mais precisamente no marginal e empobrecido Harlem. A história envolve gangsters, assassinatos, paixões, jazz e dança, sem deixar de lado a abordagem da complexa questão racial nos Estados Unidos.
O filme conta a história do trompetista Dixie Dwyer (Richard Gere) que acaba virando artista de cinema e se apaixona por Vera Cícero (Diane Lane) namorada do gangster Dutch Schultz (James Remar) considerado um elemento de alta periculosidade no mundo do crime. Tudo gira em torno de um famoso clube noturno inspirado pelo livro de fotografias da história de Cotton Club, editado por James Haskins.
Para completar o irmão de Dixie, o Vincent interpretado por Nicholas Cage,  se transforma num rival de Dutch, e este tempero, aliado ao romance de Sandaman    (Gregory Hines) pela cantora negra Lila Rose Oliver  (Lenette McKee), que faz sucesso passando-se por uma branca, devido a sua cor clara, formam os demais  ingredientes do enredo do filme , cujo roteiro é assinado por Mario Puzzo, de o Poderoso Chefão.
Vale observar a cena de amor entre Dixie e Vera: enquanto uma espécie de caleidoscópio colorido percorre o rosto de Dixie, os seus corpos são ligeiramente envolvidos pela sombra de uma cortina. Numa outra tomada os seus corpos, são mostrados apenas como silhuetas.
Os números musicais do filme estão coreografados nos mínimos detalhes e  Coppola utiliza uma câmera manual para transportar o público até ao centro da dança, utilizando-a também para mostrar as movimentações nos bastidores de espectáculo como se fosse um documentário.
Rico em detalhes e pelo caráter perfeccionista de Copolla, o filme exigiu para sua conclusão nada menos de seis anos de trabalho, 30 roteiros diferentes e adaptações, consumindo um orçamento de  47 milhões de dólares, 135% acima do previsto incialmente e resultou  no endividamento do seu idealizador, o produtor Robert Evans, que teve de vender os seus direitos sobre o filme para poder pagá-lo.
Cottton Clube é também um filme em que a fantasia e a realidade se fundem e confundem, pois todos os seus personagens sejam brancos ou negros gravitam em torno da fama, do poder e da glória, na vivência do grande sonho americano embalado pela expansão industrial e de uma sociedade animada pelo charleston. Marca também um tempo de lutas entre Judeus, irlandeses e negros  pelo controle das ruas do Harlem em 1928 e pela venda de bebidas durante a lei seca. (Kleber Torres)
Ficha Técnica:
Título: The Cotton Club (Original)
Dirigido por   Francis Ford Coppola
Elenco (Richard Gere) que acaba virando artista de cinema e se apaixona por Vera Cícero (Diane Lane) namorada do gangster Dutch Schultz (James Remar) Nicholas Cage
Estreia: 1984
Duração: 127 minutos
Gênero: Drama Música Policial
Países de Origem  

Estados Unidos da América

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Um tira da pesada

Para quem gosta der filmes do gênero policial, Um Tira da Pesada aparece como uma excelente alternativa com gosto e ingredientes de uma comédia. Tudo começa quando o detetive Axel Foley (Eddie Murphy) um policial de Detroit, encontra enquanto trabalhava em Beverly Hills, um amigo Mikey Tandino (James Russo) envolvido em negócios ilícitos e que parece estar em sérios apuros.
Depois da sua morte o policial resolver realizar  por conta própria uma série de investigações sobre o caso. Então ele pede férias do departamento de policia e parte para a rica e envolvente Beverly Hills, onde Tandino trabalhava e acaba se envolvendo em problemas com a própria policia local e com os assassinos do seu amigo, pessoas influentes, de alto poder aquisitivo, que atuam no tráfico de drogas e operam no crime organizado.
Ele descobre que o emprego da vítima  tinha sido conseguido por Jenny Summers (Lisa Eilbacher), amiga de ambos, que administra uma famosa galeria de arte em Beverly Hills.  Porém Foley tem de fazer tudo informalmente, pois está fora do caso, e pretende seguir a pista do possível mandante do crime, Victor Maitland (Steven Berkoff), patrão de Jenny e proprietário da galeria.
Apesar de Maitland ser considerado um dos maiores marchands do país, Axel acredita que ele usa o mercado de arte como fachada para atividades criminosas e lavagem de dinheiro e acaba conseguindo que dois relutantes policiais locais, interpretados por Billy Rosewood (Judge Reinhold) e Taggart (John Ashton), se unam a ele nas investigações contribuindo para a elucidação do caso.
O filme confirma o bom desempenho dramático de Murphy e tem a direção segura de Martin Brtes, aproveitando um roteiro assinado por Daniel Petre Jr, com muita ação, situações engraçadas, gags  e que se misturam ao mesmo tempo com a violência e o refinamento, fatores que são aparentemente antagônicos mas cabem no mundo do cinema.(Kleber Torres)
Ficha Técnica:
Um Tira da Pesada
Direção:  Martin Brest
Com   Eddie Murphy, Judge Reinhold, John Ashton. Steven Berkoff ,
Gênero: Policial ,  Comédia dramática , Suspense
Nacionalidade         EUA
Lançamento 2 de maio de 1985

Duração :  105 minutos  

Magnicídio






A contracultura não morreu e uma prova está em Magnicídio (Jubilee), de Derek  Jarman, considerado o primeiro filme punk da história do cinema. O enredo é  uma mistura de vídeo clip e documentário, uma fantasia muito elogiada pelo jornal Variety, reunindo no elenco Adam Ant, Jenny Runacre. Toyah Wilcox e Little Nell.
O filme é em si mesmo uma parábola sobre o poder, as relações no seu entorno e suas transversais, bem como sobre a arte, a vida e a morte, sob a ótica visual dos punks e darks num universo caótico e violento no qual a morte se mistura com a vida e com o amor. O filme também transpira humor negro  e antagonisticamente, poesia.
Ele pode ser visto e compreendido a partir de vários  planos, como por exemplo a partir das pesquisas esotéricas de uma rainha inglesa, que salta no tempo orientada por um mago e prevê não apenas o seu próprio assassinato, mas o mundo caótico no futuro, onde prevalece o absurdo em todos os níveis. Há a prevalência do non sense e da irreverência para retratar um sistema corroído e anárquico na sua essência.
A própria policia não combate à violência, mas pelo contrário, participa ativamente da sua promoção através do abuso do poder e do autoritarismo, inclusive assistindo passivamente aos atentados ou participando dos mesmos como se fosse uma gang motorizada. A polícia também  promove atentados e a desordem, mesmo envolvida numa guerra dura e sem quartel com outros marginais.
Em contrapartida ao poder da rainha, se sobrepõe uma nova elite, sem origem nobiliárquica, mas comandada por um misterioso personagem, Borgia Ging, que consegue com sua máquina multimídia e em escala industrial, a produção de shows, discos, filmes e vídeos, colocando no mercado russo nada menos que 15 milhões de exemplares em apenas três dias.
Com a cultura punk o comunismo  implode e dá lugar a uma sociedade que discrimina negros, homossexuais e ao mesmo tempo é permissiva com o tráfico e o uso de drogas, mas que valoriza o luxo e o glamour dos grandes limousines  com vidro fumê, motoristas fardados e tudo o mais a representação física do poder e sua essência.
Em termos metafóricos, Borgia seria talvez uma alusão aos Borgia italianos da idade media que imperaram e corromperam a Itália renascentista, representando o poder em todas as suas dimensões. No filme. ele controla a tudo e a todos, desde a NBC, a ITV, NTV, KGB  e o C do E, porque “para mim tiveram de reformular o alfabeto’, o que é normal num mundo que  prescinde da arte, do trabalho e onde a violência se transforma  numa rotina. O filme é uma distopia cinematográfica e que pode ser digerida a cores, no que seria uma dissecação da vida urbana pós-moderna..        
Vale salientar que a maioria das musicas da trilha sonora do filme é de Brian Eno, com apoio dos grupos Chelsea (Right to Work), Siouxsie e The Banshees (Love in a void) e Zuze Pims, interpretando Rule Britannia, que pode ser visto e compreendido em parte ou totalmente com um anárquico hino punk.(Kleber Torres)

Ficha técnica:
Direção: Derek Jarman
Roteiro: Derek Jarman
Elenco : Adam Ant, Jenny Runacre, Nell Campbell, Little Nell, Toyah Willcox,  Hermine Demorian e Ian Charleson
Gênero: Drama/Música/Terror
Origem: Reino Unido
Duração: 100 minutos

          

Mistério do Parque Gorki





Considerado um filme e envolvente e de excelente qualidade técnica, Mistério do Parque Gorki, dirigido por Michel Apted, que o adaptou a partir do romance homônimo de Martin Cruz Smith, reúne um elenco de alto nível  com William Hurt, no papel do detetive Arkady  Renko, e Lee Marvin. Ele também  revela uma história de suspense, e repressão policial.
A trama se desenrola quando a neve que se depositou em Moscou durante o inverno começa a se derreter, revelando um estranho achado macabro no Parque Gorki: três cadáveres congelados, com os rostos mutilados e as pontas dos dedos cortadas  visando impedir a sua identificação.
Esse seria um começo desanimador para o trabalho do investigador chefe de homicídios da policia de Moscou, Arkady Renko, que se vê a partir de então envolvido numa trama fascinante, que se desenrola até o final, esbarrando no envolvimento da KGB, policia política soviética, com dissidentes russos.

Ficha técnica:
Titulo : Mistério no Parque Gorky/Gorky Park
Direção:  Michel Apted
Elenco : William Hurt e Lee Marvin
Gênero         Suspense
Duração       128 minutos


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Sacrificatio





Em 29 de dezembro de 1986, aos 54 anos, morria Andrei Arsenyevich Tarkovski, após uma longa e penosa enfermidade. O cineasta soviético deixou o seu nome inscrito na história do cinema com uma vasta obra que culmina com o filme Sacrifício  -Sacrificatio–, rodado na Suécia, e que conquistou simultaneamente todos os prêmios do festival de Cannes, com uma longa e complicada história em 143 ricos e complexos minutos.
O Sacrifício nada mais é do que a história de um homem vulgar e fraco, que não é e nem se propõe a ser um herói, mas um pensador que resolve se sacrificar de modo amplo, abdicando inclusive do poder e da vida.
O filme tem a ver com a própria vida do autor, que o dedica ao seu filho e viveu a experiência de uma longa enfermidade, que acabou lhe custando a vida. Ele faz uma avialiação críitica meticulosa da condição do homem pós-moderno, da sua finitude e da sua impotência ou mesmo da sua realidade absurda diante da arte e da vida com as suas circunstâncias.
Em síntese, o filme deve também ser visto como uma grande metáfora na busca da descoberta da essência da própria vida não apenas como um drama existencial e até sem sentido ou mesmo como uma obra de arte, mesmo finita, o que é possível,
Para quem não o conhece, Tarkovski nasceu na aldeia de Zavrazhye no Distrito de Ivanovo em Volga. Seu pai, Arseny Alexandrovich Tarkovsky foi um dos mais cultuados poetas russos modernos, que lutou no exército soviético durante a Segunda Guerra e perdeu uma das pernas na frente de combate. Tarkovski ficou com a mãe, mudando-se com ela e sua irmã Marina para Moscou.
Em 1939, Tarkovski se matriculou na escola 554 de Moscou, que teve de ser evacuada com a ameaça da invasão nazista. Todas estas passagens e impressões de sua infância - a evacuação na guerra, sua mãe com seus dois filhos pequenos, a ausência do pai, e o tempo no hospital, foram registradas no filme auto-biográfico "O Espelho", de cunho autobiográfico.
Em 1956, Tarkovski dirigiu seu primeiro curta-metragem ainda como aluno da escola de cinema, The Killers, a partir de um conto de Ernest Hemingway. O curta-metragem There Will Be No Leave Today e o roteiro Concentrated em 1958 e 1959 sucessivamente completam sua experiência na academia.
Tarkovski dirigiu apenas sete longas-metragens, bem como três curtas de seu tempo em VGIK. Ele também escreveu vários roteiros. No palco, dirigiu ainda a peça Hamlet em Moscou, a ópera Boris Godunov, em Londres, e uma produção de rádio do conto Turnabout por William Faulkner. Além disso, escreveu Esculpindo o Tempo, um livro sobre a teoria do cinema.
O primeiro longa de Tarkovski foi Infância de Ivan, em 1962. seguido de Andrei Rublev , em 1966, Solaris , em 1972, O Espelho em 1975 e Stalker, em 1979.  O documentário Viagem no Tempo foi produzido na Itália, em 1982, onde também rodou Nostalgia em 1983. Seu último filme, O Sacrifício, foi produzido na Suécia em 1986. Tarkovski escreveu os roteiros para todos os seus filmes, muitas  vezes com um co-roteirista, porque acreditava que um diretor que realiza roteiro de outra pessoa sem estar envolvido da sua elaboração  em torna-se um mero ilustrador, o que resultando em filmes e monótonos e sem sentido. (Kleber Torres)

Ficha técnica:
Título: Sacrificio (Offret, Sacrificatio)
Direção : Andréi Tarkovski y Michal Leszczyłowski

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O outro lado da história oficial




Laureado com o Oscar 1986 de melhor filme estrangeiro, e por prêmios em diversos festivais  internacionais de cinema em Cannes, Toronto e Cartagena, o filme História Oficial (The Official Story) traça um retrato em preto e branco sobre a ditadura militar que dominou a Argentina, deixando um saldo de 30 mil mortos pela repressão policial, uma economia em ruínas e uma fragorosa derrota na Guerra das Malvinas, em que custou a vida de milhares de jovens recrutas num confronto com a Inglaterra.
O filme dirigido por Luis Puenzo, que também cuidou da elaboração do roteiro, narra, sempre em linguagem direta e objetiva, a história de uma família de classe média que adota uma criança Gaby, que teve seus pais assassinados  pelo sistema repressivo e acabou sendo adotada por um casal sem filhos, com bom nível social e considerado integrado ao sistema.
Tudo gira em torno das investigações iniciadas pela mãe adotiva da criança, Alicia, uma professora de história que ensinava no curso médio,  e em uma escola para estudantes de famílias abastadas com alto padrão de renda.  Se na escola ela era posta em cheque pelos alunos que contestavam a própria história oficial e o regime militar vigente na Argentina, em casa,  vivia um drama pessoal.
Pesava a suspeita sobre a criança trazida pelo marido, um executivo em ascensão e com ligações com a máquina de repressão política e social, fortalecidas por uma série de indícios, e que se confirmam após os seus primeiros contatos com as mulheres da Plaza de Mayo, que montaram uma central de informações e um centro de pesquisas  para localizar familiares dos desaparecidos  e crianças tomadas dos seus pais pela policia para adoção por profissionais  liberais e mesmo por agentes policiais, que se encarregariam de dar uma educação integrada ao sistema  e de acordo com as regras do jogo político vigente para estes jovens filhos de dissidentes do regime.
No filme tudo é verossímil. O elenco reúne nomes como os de Hector Alterio, Norma alleandro, Hugo Arana, Guillermo Battaglia, Chela Ruiz e Patricio Contreras,  com um excelente desempenho dramático e conseguindo revelar com realismo o drama de um povo submetido a uma das mais sangrentas ditaduras, que não apenas determinava as regras do jogo do poder e da vida, como também interferia como todas as ditaduras de direita e de esquerda na própria falsificação da história,  fazendo da mentira a verdade,  ou até mesmo colocando potenciais assassinos como fabricantes da história.
Historia Oficial é um filme importante, porque recompõe como se fosse um documentário, os bastidores de um drama humano e real, demonstrando que a arte pode servir de instrumento de denuncia sem precisar cair na roda viva do panfleto e da mera oposição política pela oposição.  O drama vivido pelos personagens é universal e isto é que resultou na conquista de prêmios internacionais, além  de um espaço definitivo para o cinema argentino no caminho da maturidade.
Vale salientar que entre as mais de 500 crianças afastadas de suas famílias durante a ditadura na Argentina, cerca de 120, o equivalente  25% haviam sido   localizadas até 2014 pelas avós da Praça de Maio, que permanecem em sua vigília até os dias de hoje.(Kleber Torres)


Ficha Técnica

Título original: La Historia Oficial
Direção: Luis Puenzo
Elenco: Hector Alterio, Norma alleandro, Hugo Arana, Guillermo Battaglia, Chela Ruiz e Patricio Contreras, 
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (Argentina): 1985

Duração: 112 min