sexta-feira, 16 de outubro de 2015

TVE – Educativa da Bahia e TV Brasil exibem três filmes de Glauber Rocha esta semana





            A  TVE – Educativa da Bahia e TV Brasil exibem no período de 19 a 22 de outubro três filmes de Glauber Rocha: Deus e o Diabo na Terra do Sol, na segunda-feira 19, a partir das 23h30; A Idade da Terra, na quarta-feira (21) a partir das 23 horas e por fim “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, na quinta-feira (22), às 23h30.
Em  “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, Glauber Rocha, mostra o drama de um homem  revoltado contra a exploração de que é vítima por parte do coronel Morais, quando o vaqueiro Manuel o mata durante uma briga. Começa então a fuga de Manuel e de sua mulher Rosa, que são perseguidos por jagunços até se integrarem aos seguidores do beato Sebastião, no lugar sagrado de Monte Santo.
Ao mesmo tempo, o matador de aluguel Antônio das Mortes, a serviço dos latifundiários e da Igreja Católica, extermina os seguidores do beato, o que faz com que o casal tenha de continuar fugindo e se encontre com Corisco, cangaceiro remanescente do bando de Lampião. Considerado um marco no Cinema Novo, o filme conquistou reconhecimento em diversos festivais mundo a fora, entre eles, ganhou o Prêmio da Crítica Mexicana no Festival de Acapulco.
 “A Idade da Terra” é um drama  ambientado no Rio de Janeiro em fins dos anos 1970, retratando quatro protagonistas que representam uma figura messiânica: um “Cristo Negro”, interpretado por Antonio Pitanga; um “Cristo Pecador”, papel de Jece Valadão; Dom Sebastião – um messias no semblante de conquistador português –, interpretado por Tarcísio Meira e o ator Geraldo Del Rey na pele do “Cristo Guerreiro” Lampião.
Último longa dirigido pelo cineasta, a produção reconta, com ares proféticos, o mito cristão por meio de símbolos e costumes da cultura brasileira. O filme recebeu Menção Honrosa (para a atriz Norma Bengell) na XXXVII Mostra Internacional de Cinema (Veneza, 1980), e o Prêmio do Museu de Arte Moderna de Cartagena (XXII Festival de Cinema de Cartagena).
Por fim,  “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, filmado em Milagres, narra  a história do pistoleiro Antônio das Mortes, que é contratado para matar o novo líder do cangaço no sertão nordestino. Contudo – durante e após sua missão – Antônio passa a rever suas atitudes e, movido por remorso, entra em conflito com um “coronel” que domina a região e os jagunços que o servem.

A trama que tem como pano de fundo a chegada de Lampião no Inferno, uma história de cordel, é considerada um clássico do Cinema Novo que retrata a inversão de papéis sociais. Realizado em plena ditadura militar recebeu o Prêmio Luis Buñuel e o Prêmio da Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio - XXI Festival de Cannes (1969). (Kleber Torres)

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A vida trágica de Florbela Espanca









“Eu sou a que no mundo anda perdida/eu sou a que na vida não tem norte” estes dois versos da poetisa e jornalista Florbela Espanca, uma das referencias da poesia portuguesa no século XX, abrem o filme Florbela, lançado em 2012 e ganhador de diversos prêmios internacionais. O filme narra os  seus últimos anos da artista marcados por três casamentos fracassados, dois abortos, uma ligação incestuosa com um irmão, o qual morre tragicamente num acidente aéreo, bem como por uma depressão profunda, seguida de tentativas de suicídio e uma morte adredemente anunciada.
O filme faz uma rica reconstituição da segunda metade dos anos 20 e é entrecortado por flashes de fenômenos oníricos ou não mas ao mesmo tempo  poéticos, mas não escapa ao sabor melodramático de uma época conturbada e que tem como pano de fundo a opressiva ditadura salazarista. Um dos personagens diz a Florberla, interpretada por Dalila Carmo: “este não é um país para você. É um país sem futuro”, o que leva a poetisa a admitir que a poesia só lhe trouxe problemas.
Florberla  também conta com diálogos bem construídos e que revelam um mundo em mudança após o fim da primeira guerra mundial e às vésperas do crash da bolsa de Nova York, com as pessoas sem perspectivas. Um tempo em que  há dias que não se repetem e erros que não se perdoam, como explica outro personagem.
Mas a inquieta  Florbela, depois de se casar pela terceira vez com o médico Mário Lago (Albano Jerónimo), não consegue conciliar a vida de dona de casa e esposa na monotonia  da província, onde não  consegue escrever e bem se conforma com a rotina de uma vida domestica confortável, mas limitada.
Assim, ela larga tudo apos receber uma carta do seu irmão Apeles (Ivo Canelas), piloto de um hidroavião da Aviação Naval, partindo para  Lisboa uma cidade que considera mãe para quem está longe e madrasta para quem fica, em busca de inspiração. Ali, ela volta a conviver com a vida boemia, com festas animadas pelo ragtime, estilo de música sincopada, em voga no início do século XX, originário do folclore negro-americano e de música de dança dos brancos, sendo importante elemento formador do jazz, sempre cercada por amigos, amantes que surgem da noite, festas e revoltas populares contra um regime autoritário.
O marido tente resgatá-la  e levá-la para Matosinhos, mas tudo se complica com a morte do seu  irmão num acidente aéreo, e cujo corpo jamais foi encontrado. A partir daí ela escreveu o conjunto de contos em As Máscaras do Destino, publicado postumamente em 1931, mas a sua saúde mental doença se complica. Ela chegou a ser internada em função de uma depressão e de um edema pulmonar, a partir daí  teria tentado o suicídio por duas vezes no final de 1930, morrendo aos 36 anos e tem suas obras póstumas publicadas em dezembro do mesmo ano, quando foi lançada aquela que é considera sua obra-prima, Charneca em Flor. (Kleber Torres)

Ficha técnica
Direção:       Vicente Alves do Ó
Elenco:         Dalila Carmo, Albano Jerónimo, Ivo Canelas, José Neves, Antonio Fonseca, Carmen Santos
Fotografia: Luís Branquinho
Gênero         Drama / Biografia
Nacionalidade         Portugal
2012

1 hora e 55 minutos

domingo, 16 de agosto de 2015

A fuga de um médico nazista para a América do Sul







Selecionado para representar a Argentina na disputa do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2014, o filme Wakolda / O Médico Alemão resgata a questão da influência do nazismo na América do Sul, um tema já enfocado em filmes como Aleluia Gretchen(1976), de Sylvio Back e Os Meninos do Brasil (1978), de  Franklin J. Schaffner, a partir de um romance de Ira Levin, que foi um best-seller.
O filme tem como cenário a remota Patagônia, e conta a história de uma família que está voltando a Bariloche para assumir uma hospedaria recebida de herança e acaba conhecendo o médico alemão Helmut Gregor, interpretado por Alex Brandemühl, codinome usado por Josef Mengele, que era conhecido nos campos de concentração nazista como o Anjo da Morte e acaba se tornando o primeiro hóspede da pousada familiar.
O filme mostra o fugitivo nazista protegido por uma poderosa rede de colaboradores com base na Argentina –onde monta um laboratório médico e dá continuidade a suas pesquisas genéticas  com seres humanos e animais,- Paraguai e Brasil. Na pousada, ele mostra um interesse muito particular pela jovem Lilith (Florencia Bado), que tem um problema de nanismo e é discriminada pelos colegas na escola onde estudava como anã, a quem trata com hormônios para crescimento.
O tratamento tem o apoio da mãe da garota, que está grávida e estudou numa escola nazista na Argentina, a quem Gregor também começa a acompanhar numa  gestação de gêmeos, sua especialidade. O filme mostra a influencia do nazismo nas escolas argentinas que ensinavam alemão durante o período que antecede a segunda guerra e a sua continuidade mesmo no período do pós-guerra.
Narra ainda a ação do Mossad, serviço secreto israelense, que sequestra Adolfo Eichmann, outro carrasco nazista que também consegue abrigo em território argentino e o condena a morte em Israel num julgamento acompanhado por Hanna Artendt, que desenvolve o conceito da banalização do mal.
Mengele escapa ao cerco dos agentes israelenses mesmo monitorado por uma agente Nora(Elena Roger), que faz um documentário fotográfico sobre a sua presença na América do Sul e acaba tendo uma morte misteriosa na Europa, a qual é citada de passagem no final do filme.   O médico alemão tem um interesse todo especial pelos animais e seres humanos como cobaias de experimentos e anotações meticulosas, inclusive sobre a família que o hospeda em território argentino.
O grande mérito do filme está na trama  investigativa e mostra que a Cruz Vermelha e a própria Igreja Católica foram usados para encobrir os rastros dos nazistas na sua fuga da Europa até o continente sul-americano. O filme também mostra uma relação que chega aos limites da pedofilia   entre o médico e Lilith, bem como a capacidade do primeiro de se impor e ser seguido por ela, que é a narradora final de uma história que fica para sempre na sua memória.
Em Wakolda, o médico alemão diz que a genética é uma ciência complexa com explicações simples e plausíveis para os seus resultados e que o importante é procurar o efeito fundamental, ou seja, encontrar o padrão definitivo para a melhoria da raça e a eugenia, na construção do superhomem nazista, o que fazia medindo e pesando a tudo que o interessava, afinal “gosto do que é bonito”. Mengele morreu anônimo em Bertioga, no Brasil, onde faleceu em 7 de fevereiro de 1979, bafejado pelos ventos tropicais da impunidade. No seu caso, pelo menos e de certa forma, o crime contra a humanidade compensou.  (Kleber Torres)

Ficha Técnica
Wakolda / O médico Alemão
Direção: Lucia Puenzo
Elenco: Alex Brendemühl, Natalia Oreiro, Diego Peretti, Elena Roger, Guillermo Pfuening, Florencia Bado
Fotografia: Nicolas Puenzo
Música: Andrés Goldstein e Daniel Tarrab  
Gênero         Drama , Suspense , Histórico
Nacionalidade         França , Argentina , Espanha , Noruega
Lançamento: 12 de junho de 2014
Duração: 1h33min


quinta-feira, 23 de julho de 2015

O retrato que faltava da insanidade







L'image manquante, The missing picture ou a imagem que falta na versão brasileira é um filme que narra em 92 minutos as atrocidades do governo do Khmer Vermelho, um regime que  deixou poucos registros de sua matança e escravidão generalizada do Camboja, dizimando 25% da população do país no período de cerca de cinco intermináveis anos ou seja entre 1975 e 1979, numa experiência totalitária sem precedentes.  A estimativa é de que tenham sido mortas por execução ou de fome entre 750 mil a três milhões de vítimas, embora o Projeto Genocídio Cambojano, financiado pelo Departamento de Estado dos EUA calcule o total de mortes entre 1,2 milhões e 1,7 milhões e  a Anistia Internacional estabelecesse um número intermediário de 1,4 milhões.
O filme não tem personagens vivos e é apresentado de forma documental  através de bonecos de madeira, que recontam a história de um povo que saiu de um estágio de desenvolvimento, com uma rede de universidades, hospitais e escolas estruturadas, para uma sociedade primitiva em nome de um desastroso projeto revolucionário e coletivista, que levou ao caos e à morte. A estimativa é de que metade das vitimas tenham sido executadas pelo Khmer Vermelho, através da Angkar, organização que controlava o sistema político idealizado por Pol Pot, um líder que se intitulava o Irmão número Um e tinha doutorado na França.
O diretor Rithy Panh, o único da sua família que escapou à sanha mortal dos revolucionários, monta o seu documentário através do resgate da história da sua família que se desfez durante a tempestade totalitária da Angkar e resgata algumas cenas de arquivo, uma vez que o cinema era uma das armas de propaganda de um regime autoritário e personalista, que idolatrava os seus lideres como entidades messiânicas.
Pahn também usa um recurso criativo para preencher esse vazio usando pequenos bonecos artesanais esculpidos em madeira, que resgatam as suas recordações, de quando ele e sua família foram forçadas a migrar de Phnom Penh para trabalhar, como todo o restante da população nas lavouras de arroz e em na construção de represas em áreas sem água suficiente. Primeiro morre o seu pai, que  se recusou a comer uma alimentação que seria inadequada até para animais, depois sua irmã vítima de inanição e por fim a sua mãe também acabou morrendo num catre de um hospital improvisado sem remédios e com alimentação racionada.   
Num regime totalitário que tinha como base o medo e a lavagem cerebral era normal o filho denunciar aos pais, que acabavam sumariamente executados, sem julgamento ou contemplação. Além do regime de trabalho forçado, a alimentação era racionada com uma cota de 250 gramas de arroz para 10 pessoas, o que era diminuído ainda mais nos períodos de estiagem. Ao mesmo tempo os filmes do regime mostravam superprodução de arroz, um produto escasso nas vilas e vilarejos controlados a ferro e fogo pelo Khmer Vermelho.
Cabe observar que ao tomarem Phnom Penh, os guerrilheiros encontram uma população indiferente e esperançosa. Uma das suas primeiras ações foi implodir o prédio do banco central, com todo o dinheiro que havia eliminando a base monetária do país e acabando com a circulação da moeda. Outra medida foi esvaziar uma cidade de dois milhões de habitantes, onde ficou apenas a sede do comitê central e hospitais, museus, bibliotecas e escolas foram fechadas. Uma universidade se transformou num centro de torturas e execuções.
A população da capital foi evacuada em trens, carroças e a pé. Os carros, um símbolo da decadência ocidental foram suprimidos. Para reeducar a população burguesa, os revolucionários eliminaram as famílias e estabeleceram núcleos de crianças, mulheres e homens, que formavam grupos de trabalho, Seus nomes foram substituídos por número e as roupas uniformizadas e pintadas de preto, uma cor condizente com a do regime dominante e que se apresentava como uma grande revolução.
O filme mostra ainda que instalado no poder, o Khmer Vermelho realizou um radical programa que visava transformar os cambojanos em um “Novo Povo” através do trabalho em comunas agrícolas primitivas transformadas em campos de trabalho forçado. O resultado foi o retrocesso de um país, que até hoje ainda não se recuperou e resultou na desumanização das pessoas. o que ocorria através da fome, da doença e da perda da sua capacidade física. Mas fica a imagem fotográfica de uma das vitimas de tudo isso, que num tempo de medo e intimidação olhou de frente e de forma fixa para as câmeras, o que os seus algozes nunca tiveram coragem de fazer na Kampuchea Democrática, de triste mas não de saudosa memória. (Kleber Torres - do livro O Princípio das Ideias)

Ficha técnica:

Título: L'image manquante / The missig picture / A imagem que falta
Ano produção        2013
Dirigido por  Rithy Panh
Elenco: Randal Douc
Duração      92 minutos
Gênero        Documentário/Drama/Tragédia

Países de Origem  Cambodja e França

sábado, 6 de junho de 2015

Será que estão todos bem?



          A questão da velhice, da solidão, dos desencontros, da morte que está presente em tudo e dos laços familiares que unem pais e filhos num mundo complexo e globalizado estão em Everybody's Fine (Estão Todos Bem), um filme americano/italiano de 2009 dirigido, por Kirk Jones e estrelado por Robert De Niro (Frank Goode). A obra é uma refilmagem do filme italiano Stanno tutti bene (Estamos Todos Bem), de Giuseppe Tornatore, com Marcello Mastroianni.
          A história é simples e tem como pano de fundo a vida de Frank Goode, um aposentado que trabalhou durante anos em uma fábrica de cabos telefônicos de PVC, dedicando-se a um único projeto sustentar a família e formar os filhos. Viúvo e solitário, ele se cansa de  aguardar a visita dos quatro filhos - David , Robert, Rosie e Amy -, dispersos em várias cidades dos Estados Unidos –NovaYork, Chicago, Denver e Las Vegas-, para um churrasco em família, que sempre acaba  desmarcado de ultima hora e adiado indefinidamente.
          Tudo começa com Frank Goode, solitário em sua casa  cuidando dos  afazeres domésticos rotineiros e indo a médico em função de uma doença degenerativa que acomete a idosos. Ele também alimenta  a intenção de reunir os filhos na mesma mesa, comprando  bons vinhos e até investindo numa churrasqueira nova, mas no fim todos acabam cancelando o encontro por motivos diferentes e em função das seus respectivos compromissos familiares e profissionais.
          O aposentado decide então visitá-los e inicia uma longa maratona para reencontrar os filhos, mas não recomendada por seu médico, preocupado com o seu estado de saúde e com o desgaste de uma longa viagem em ônibus e trens com baldeações, riscos e tudo mais.
          Em Nova York, ele dá de cara com o apartamento fechado de David, que é artista plástico e se encontra com um idoso num restaurante  pai de três filhos e seis netos, também todos ocupados e que não têm tempo para ele, porque afinal as pessoas mudam. Daí ele parte para Chicago, onde vive sua filha Rosie (Drew Barrymore), uma publicitária bem sucedida. Ela mora em uma mansão, com o marido e o filho, mas o pai percebe problemas no relacionamento da família e anuncia no dia seguinte o seu embarque para Denver, onde pretende encontrar Robert (Sam Rockwell).
          O filme tem como contraponto das suas viagens e deslocamentos, os filhos conversando ao telefone e falando sobre a prisão de Robert, no México e depois da  sua morte em circunstancias misteriosas. Também mostra que ao conversar com os filhos, Frank ainda os vê como as crianças e percebe que o núcleo da família se articulava em torno da mulher falecida, que resolvia os problemas familiares e servia de anteparo para ele das possíveis decepções e dificuldades.
          Em Denver, ele encontra Robert trabalhando, não como o  regente da orquestra sinfônica, mas como um percussionista, porque ninguém o contratava como maestro num mercado restrito e que alega uma viagem ao exterior para não recebê-lo em sua casa. Ele explica ao pai que está fazendo o melhor para a sua vida e Frank questiona se ele é feliz e realizado como pessoa.
          Depois de uma série de contratempos provocados por atrasos e problemas com o fuso horário, o que resultou na perda de um embarque num ônibus, ele acaba chegando a Las Vegas, onde vive a filha Amy (Kate Beckinsale), que o recebe com tapete vermelho num luxuoso limusine e o abriga num apartamento cinco estrelas – cedido por empréstimo por um amigo. Nem ela é a dançarina de sucesso que ele idealiza, como vive em companhia de outra mulher e ainda tem um filho de meses a quem finge cuidar como um favor a uma amiga.
          No encontro com Amy, Frank questiona porque os filhos contavam tudo a sua mãe e ela explica: “com mamãe a gente podia conversar, porque ela era uma boa ouvinte e você era apenas um grande falador, que exigia muito da gente”. Ele responde que o que pretendia apenas era ser um  bom pai e decide voltar para casa num avião.
          Acometido por um enfarto durante o voo de volta à sua casa, ele acaba num hospital onde reencontra os três filhos sobreviventes e então sabe da morte de David. Os três planejam um reencontro da família no Natal, afinal com os acertos e desacertos da vida a expectativa é de que estejam todos bem, em que pese os dilemas e decepções do cotidiano, com os ganhos e perdas que se somam ao longo do tempo. (Kleber Torres)


Ficha técnica:
Everybody's Fine (Estão Todos Bem)
Direção: Kirk Jones
Duração: 1h 40m
Música: Dario Marianelli
Elenco: Robert De Niro, Drew Barrymore, Kate Beckinsale, Sam Rockwell … Robert, Lucian Maisel e Katherine Moennig


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Portal do Irdeb transmite ao vivo o Festival Cinefuturo



O Portal do Irdeb, a partir das 10h de hoje (26), transmite ao vivo o festival CineFuturo – IX Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, um dos mais importantes do país. O evento  acontece entre os dias 26 e 31 de maio em Salvador, no Teatro Castro Alves e na Sala Walter da Silveira e homenageia o cineasta italiano Federico Fellini. Uma grande retrospectiva de seus filmes e a mesa de discussão intitulada ‘Delírio Fellini’ marcam a homenagem. Participam da mesa o diretor polonês Lech Majewski, a professora Mariarosaria Fabris (USP) e o especialista italiano Giacomo Manzoli.
Mantendo a sua marca de não apenas exibir filmes em competitiva, mas também discutir a atividade cinematográfica em um verdadeiro seminário, o CineFuturo 2015 tem uma vasta programação em rede que inclui Mesas, Mostras e Diálogos. Há também um capítulo especial dedicado a William Shakespeare, que é tema de cinco atividades, entre elas a Mostra Shakespeare e uma oficina especial para atores baseada no The Sonnet Project – ação realizada pelo New York Shakespeare Exchange, que reúne nomes importantes dos cenários nacional e internacional.
Dentre os diversos temas que serão discutidos estão a relação do cinema com a pintura, a abrangência do cinema como ferramenta de ativismo político, o cinema em William Shakespeare e o cinema argentino contemporâneo.
Além de uma Competitiva de Curtas selecionados pelo crítico Daniel Queiroz e a mostra de Curtas Premiados EFA (European Film Awards), atividades que promovem um verdadeiro aquecimento nos panoramas local e internacional.
Outro capítulo especial desta nona edição são as performances dos poetas Jorge Salomão e Fernando Noy. Salomão apresenta Eu Não Sou Um Poeta, Sou Um Malabarista!, no dia 26 (terça), por ocasião da abertura do festival, no foyer do Teatro Castro Alves. E o argentino Fernando Noy, no dia seguinte e no mesmo local, mas às 19 horas, mostra seu espetáculo BAHANOY... de todos vocês..., que conta com vídeo-instalação de Gaston Ezcurra.
Coordenado pelo cineasta Walter Lima, autor de obras importantes como Antonio Conselheiro – O Taumaturgo dos Sertões, o CineFuturo acontece desde 2005 e por ele já passaram nomes como Fernando Trueba, Helena Ignez, Miguel Littin, Gustavo Dahl, Jards Macalé, João Moreira Sales, entre outros que puderam viver a atmosfera inconfundível deste festival comprometido com o futuro do cinema. E com o cinema do futuro.

As inscrições para esta edição do festival já estão abertas e podem ser feitas através do sitewww.cinefuturo.com.br. Lembrando que você poderá acompanhar ao vivo através do Portal do IRDEB www.irdeb.ba.gov.br.

domingo, 24 de maio de 2015

Feciba promete sete dias de programação diversificada






Uma programação variada e intensa marca a quinta edição do Festival de Cinema Baiano - Feciba, que será realizado no período de 7 a 13 de junho, no Cine Santa Clara, em Ilhéus. A programação inclui a exibição de filmes de curtas e longas metragens, debates, workshop, mesa redonda e oficinas, que formarão o cenário de encontros entre realizadores, pensadores, comunidade acadêmica e amantes do cinema baiano.
Dialogando com o tema desta edição, “Podemos!”, uma mesa redonda de mesmo nome discutirá sobre as novas formas de produção, distribuição e exibição no Brasil e na Bahia e sobre a construção de um mercado que valorize o papel do trabalhador na área audiovisual. A mesa contará com a presença do Diretor Geral do Instituto de Radiodifusão Educativa do Estado da Bahia - Irdeb -, José Araripe Jr. e do diretor da Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia, Bertrand Duarte e será realizada no dia 13/06, às 14h, no Cine Santa Clara.
A programação também inclui a realização de debates on-line com realizadores, de 8 a 12 de junho, sempre às 14h, um espaço de discussões para o público que acompanha o evento pela internet, através do site do evento
Oficinas
O V FECIBA oferecerá também três oficinas gratuitas de formação e aperfeiçoamento profissional para o mercado audiovisual: Direção de Produção, com Sylvia Abreu, a ser realizada no Auditório Sosígenes Costa, da Casa Jorge Amado, de 08 a 10 de junho, das 08h às 12h; Direção e Preparação de Elenco, com Marina Medeiros, no Auditório do Ilhéus Hotel, de 08 a 10 de junho, das 08h às 12h; e Oficina Básica de Cinema e Linguagem para Crianças, ministrada por Gustavo Brandão e Denise Lara, que acontece no Auditório Fernando Leite da Casa Jorge Amado, nos dias 08 e 09 de junho, das 08h às 12h.
O festival promoverá ainda o Workshop “Discutindo a Lei 13.006/2014 – O Cinema Brasileiro nas Escolas”, ministrado pela Profa. Dra. Inês Teixeira, que será realizado no dia 13 de junho, às 09h, no Cine Santa Clara.

Mostras de Filmes
Com opções para todos os gostos, que passa por produções de ficção, documentário e animação, a programação do V FECIBA será composta por oito mostras de filmes: a Mostra Atualidades, que traz os últimos lançamentos de longa-metragem do cinema baiano; a Mostra Sexualidades, que explora e discute a temática de gênero do cinema nacional e regional; a Mostra Infanto-Juvenil, que destinada a crianças, tem a importante missão de potencializar formação de público para o audiovisual; a  Mostra Bahia Adentro, composta por curtas baianos produzidos em diversas partes do estado; a Mostra Bahia Afora, que visa abrir espaço às produções de outros estados brasileiros; a Mostra Retrospectiva, que revisita a história do cinema do estado, com a exibição dos filmes “Abrigo Nuclear”, de Roberto Pires, “Totalmente demais”, de Edgar Navarro e “Samba Riachão”, de Jorge Alfredo.
A Mostra Homenagem, que abre a programação do FECIBA no dia 07/06, às 19h, e nesta edição é dedicada ao cineasta Guido Araújo, exibindo os curtas “Maragogipinho”, “Feira da Banana”, “A morte das velas do Recôncavo”, “Por exemplo: Caxundé”, “Festa de São João no interior da Bahia”, “Raso da Catarina: Reserva Ecológica” e “Lambada em Porto Seguro”. A curadoria dos filmes dessas mostras ficou a cargo do cineasta e produtor executivo do FECIBA, Edson Bastos.
Já a Mostra Competitiva de Curtas, que trará a projeção de 14 curtas baianos divididos em três programas, teve como curadores o trio formado por Victor Aziz, Henrique Filho e Clarissa Rebouças. Além da categoria Voto Popular, que premiará o filme vencedor com o troféu FECIBA e com o valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), a Mostra terá ainda um júri especializado para votar nas categorias técnicas: Direção, Roteiro, Direção de Arte, Montagem, Desenho de Som, Trilha Sonora, Direção de Fotografia, Ator, Atriz, e Melhor Filme, cujo vencedor, além do troféu, receberá também um prêmio de R$ 2.000,00 (dois mil reais).
Confira abaixo a programação completa do V FECIBA:
DOMINGO – 07/06

Local: Cine Santa Clara
18:30 – Cerimônia de Abertura
19:00 – Mostra Homenagem Guido Araújo
Exibição dos curtas “Maragogipinho”, “Feira da Banana”, “A morte das velas do Recôncavo”, “Por exemplo: Caxundé”, “Festa de São João no interior da Bahia”, “Raso da Catarina: Reserva Ecológica” e “Lambada em Porto Seguro”

SEGUNDA – 08/06

Local: Auditório Sosígenes Costa – Casa Jorge Amado
08h – Oficina de Direção de Produção com Sylvia Abreu

Local: Auditório do Ilhéus Hotel
08h – Oficina de Direção e Preparação de Elenco com Marina Medeiros

Local: Auditório Fernando Leite – Casa Jorge Amado
08h – Oficina Básica de Cinema e Linguagem para Crianças, com Gustavo Brandão e Denise Lara

Local: Cine Santa Clara
10h – Mostra Infanto-Juvenil
Exibição dos curtas: “O filme de Carlinhos”, de Henrique Filho; “Patrício”, de Daniel Leite Almeida; “Viver”, de Roberto Filho; “Dom Casmurro”, de Renata Lima e Juliana Midlej;  “O Monstro e a Floresta” de GIF (Wayner Tristão).
14h – Debate On-line
15:30 – Mostra Atualidades
Exibição do filme: “O imaginário de Juraci Dórea”, de Tuna Espinheira
17h – Mostra Bahia Adentro
Exibição dos curtas: “As Máscaras de Nilo”, de Murilo Deolino e Lorena Sales; “Flor de Barro” de Vonaldo Mota e Luciana Sacramento, “Hoje é dia de Caruru”, de Ary Rosa e Glenda Nicácio”, “Escravos e Santos”, de Márcio Momó de Abreu, “Rascunho de Ouro”, de Tcharly Brilia; “As Cruzes e os Credos”, de Camele Queiroz e Fabrício Ramos.
19:30 – Mostra Bahia Afora
Exibição do filme: “A história da Eternidade”, de Camilo Cavalcante

TERÇA – 09/06

Local: Auditório Sosígenes Costa – Casa Jorge Amado
08h – Oficina de Direção de Produção com Sylvia Abreu

Local: Auditório do Ilhéus Hotel
08h – Oficina de Direção e Preparação de Elenco com Marina Medeiros

Local: Auditório Fernando Leite – Casa Jorge Amado
08h – Oficina Básica de Cinema e Linguagem para Crianças, com Gustavo Brandão e Denise Lara

Local: Cine Santa Clara
10h – Mostra Infanto-Juvenil
Exibição dos curtas: “O filme de Carlinhos”, de Henrique Filho; “Patrício”, de Daniel Leite Almeida; “Viver”, de Roberto Filho; “Dom Casmurro”, de Renata Lima e Juliana Midlej;  “O Monstro e a Floresta” de GIF (Wayner Tristão).
14h – Debate On-line
15:30 – Mostra Sexualidades
Exibição dos curtas: “Atrás dos Olhos”, de André Araújo e Fábio Fernandes; “Um simples Olhar”, de Marcos Carvalho; “Eu, Travesti?”, de Leandro Rodrigues; “Paraquedas”, de Letícia Vasconcelos; “O Corpo é meu”, de Luciana Oliveira”; “O Babado de Toinha”, de Julia Aguiar, André de Oliveira e Cauê Rocha
17:30 – Mostra Bahia Afora
Exibição do filme: “Doce Amianto” de Guto Parente e Uirá dos Reis
19:30 – Mostra Atualidades
Exibição do filme: “Rabeca”, de Caetano Dias

QUARTA – 10/06

Local: Auditório Sosígenes Costa – Casa Jorge Amado
08h – Oficina de Direção de Produção com Sylvia Abreu

Local: Auditório do Ilhéus Hotel
08h – Oficina de Direção e Preparação de Elenco com Marina Medeiros

Local: Cine Santa Clara
10h – Mostra Competitiva de Curtas – Programa 01
Exibição dos curtas: “Balú”, de Paula Gomes; “Carranca”, de Wallace Nogueira e Marcelo Matos de Oliveira; “Mãe D’água”, de Lamonier Angelo, “Menino da Gamboa”, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna; “O Boi Roubado”, de Ricardo Sena.
14h – Debate On-line
15:30 – Mostra Retrospectiva
Exibição do filme: “Samba Riachão”, de Jorge Alfredo
17:30 – Mostra Competitiva de Curtas – Programa 01
Reexibição dos curtas: “Balú”, de Paula Gomes; “Carranca”, de Wallace Nogueira e Marcelo Matos de Oliveira; “Mãe D’água”, de Lamonier Angelo, “Menino da Gamboa”, de Pedro Perazzo e Rodrigo Luna; “O Boi Roubado”, de Ricardo Sena.
19:30 – Mostra Bahia Afora
Exibição do filme: “Branco Sai, Preto Fica”, de Adirley Queirós

QUINTA – 11/06

Local: Cine Santa Clara
10h – Mostra Competitiva de Curtas – Programa 02
Exibição dos curtas: “Caminho de Pedra”, de Marcos Carvalho; “Materno”, de Alequine Sampaio e Ruy Dutra; “Noite de Baile”, de Artur Dias; “SeteOito”, de Luciana Lemos; “Tereza”, de Rezia Lopes.
14h – Debate On-line
15:30 – Mostra Atualidades
Exibição do filme: “Guitarra Baiana”, de Daniel Talento
17:30 – Mostra Competitiva de Curtas – Programa 02
Reexibição dos curtas: “Caminho de Pedra”, de Marcos Carvalho; “Materno”, de Alequine Sampaio e Ruy Dutra; “Noite de Baile”, de Artur Dias; “SeteOito”, de Luciana Lemos; “Tereza”, de Rezia Lopes.
19:30 – Mostra Atualidades
Exibição do filme: “Revoada”, de José Umberto

SEXTA – 12/05

Local: Cine Santa Clara
10h – Mostra Competitiva de Curtas – Programa 03
Exibição dos curtas: “10/5/2012”, de Álvaro Andrade; “Antiok”, de Dario Vetere; “Com Fome no Fim do Mundo”, de Marcus Curvelo; “Muros”, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos.
14h – Debate On-line
15:30 – Mostra Retrospectiva
Exibição do filme: “Abrigo Nuclear”, de Roberto Pires
17:30 – Mostra Competitiva de Curtas – Programa 03
Reexibição dos curtas: “10/5/2012”, de Álvaro Andrade; “Antiok”, de Dario Vetere; “Com Fome no Fim do Mundo”, de Marcus Curvelo; “Muros”, de Camele Queiroz e Fabricio Ramos.
19:30 – Mostra Atualidades
Exibição do filme: “A doce flauta da Liberdade”, de George Neri

SÁBADO – 13/06

Local: Cine Santa Clara
09h – Workshop “Discutindo a Lei 13.006/2014 – O Cinema Brasileiro nas Escolas”, com a Profa. Dra. Inês Teixeira
14h – Mesa Redonda “Podemos!”, com Bertrand Duarte, Gleiciara Ramos, José Araripe Jr., Ramon Coutinho e Victor Aziz
19h – Cerimônia de Encerramento e Premiação da Mostra Competitiva de Curtas
20h – Mostra Retrospectiva

Exibição do filme: “Talento Demais”, de Edgard Navarro