O filme Aguirre, der Zorn Gottes (Aguirre, a Cólera dos
Deuses) é drama histórico dirigido por Werner Herzog e que tem como destaque
Klaus Kinsk, que interpreta Aguirre, um homem obcecado pelo poder e que acaba
envolvido pelos meandros da loucura. O elenco traz ainda Ruy Guerra ( Don Pedro de Urzúa) e Helena Rojo (Ines de Artienza) num drama
histórico e que reconstitui uma lenda sobre a conquista da Amazônia e a busca
do El Dorado.
O filme tem como referência uma expedição de conquistadores
espanhóis enviados por Gonzalo Pizarro, governador de Quito, em busca de El
Dorado, uma lendária cidade de ouro e das riquezas em profusão. No filme, um
grupo de 40 homens entre espanhóis e indígenas comandados por Dom Pedro de
Urzúa e Lope de Aguirre se desloca em balsas através de um grande rio,
possivelmente o Amazonas, na busca desta terra encantada.
O roteiro tem por base a narrativa do diário do Frei Gaspar
de Carvajal, que teria participado da fracassada expedição ao El Dorado e que
se perdeu na floresta. O filme relega a um segundo plano o aspecto meramente
histórico e circunstancial para se concentrar na proposta do diretor Herzog, ao mostrar as consequências psicológicas e
morais para homens em situações de stress, confrontados com índios selvagens,
uma terra inóspita e pela proximidade imediata da morte. O contraponto seria a
sede de poder e de riqueza do El Dorado.
No filme que começa em janeiro de 1561, um dos personagens
constata que a vida humana é uma erva levada pelo vento e no dia 7 janeiro, D.
Fernando Guzman (Peter Berling), que num golpe articulado por Aguirre passa a
ser o Rei do El Dorado, rompe os laços com a coroa espanhola. Ferido numa disputa interna e alijado do
poder, D. Urzúa é defendido pela sua mulher, mas acaba condenado a morte por
enforcamnento e depois é perdoado num gesto de magnanimidade pelo por D. Fernando, o que desgosta o seu
padrinho e antagonista Aguirre, que atua sempre nos bastidores.
Com a criação do novo reino, um dos personagens, Okello
(Edward Roland) constata que todos vão ganhar com o novo governo quer na
distribuição cargos ou salários e na
partilha do poder numa terra seis vezes
maior que a Espanha, mas que uma imensa floresta tropical inacessível e
inóspita.
Aguirre aos poucos vai assumindo o controle do poder e em
função das mortes e deserções ameaça cortar em 198 pedaços a aquele que pensar em fugir e que se for alcançado
será preso por 155 anos, porque “eu sou a cólera dos deuses. O poder e a glória,” enfatiza com a empáfia dos
autoritários e ditadores.
A trama se desenrola do espaço de 48 dias, mais precisamente
no período entre 6 de janeiro a 22 de fevereiro de 1561 e termina com a morte
de um a um dos integrantes da expedição, muitos
vendo miragens e barcos nas árvores, enquanto Aguirre no auge da
loucura promete em seus sonhos
conquistar Trinidad e o Mèxico, numa outra e impossível expedição.
O filme Aguirre marca o início de uma conturbada, mas bem sucedida parceria
de 15 anos entre o ator Klaus Kinski com o diretor Werner Herzog, que teve também como destaque o filme
Fitzcarraldo, a história de Brian Sweeney Fitzgerald, um sonhador incorrigível,
com a participação de Jose Lewgoy e Grande Otelo. Aguirre foi filmado em cinco
semanas, com locações no Peru e no Rio Amazonas, também o mesmo cenário de
Fitzcarraldo.(Kleber Torres)
Ficha técnica:
Aguirre, a cólera dos deuses / Aguirre, der Zorn Gottes
Direção e roteiro:Werner Herzog
Elenco: Klaus Kinski – Aguirre; Helena Rojo - Ines de Artienza; Ruy Guerra
-Don Pedro de Urzúa; Del Negro - padre Gaspar de Carvajal; Peter Berling - Don
Fernando de Guzman; Cecilia Rivera - Florés de Aguirre; Daniel Ades – Perucho e
Edward Roland - Okello
Género: drama histórico
Nacionalidade: Alemanha Ocidental
Ano : 1972
Duração: 110 minutos
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